Game Pass: O Tesouro dos Gamers ou a Ameaça de Extinção?

Se o Xbox Game Pass morrer, perdemos uma das melhores ferramentas de descoberta de jogos. Enquanto os jogos famosos fazem sucesso, são os joguinhos menores que tornam o serviço tão importante.

Mano, não vou nem discutir que o Game Pass, depois do aumento de preço, não está mais tão baratinho. Ele subiu para uma faixa que te faz pensar "hmm", parecido com aquele plano de celular de £35 por mês que eu olhava com cara feia toda vez que conferia meu extrato bancário, que foi de "mmm" para "mmm?" e aí precisei cortar gastos, ficando £28 por mês mais tranquilo, mesmo com um celular antigo. Por £22.99, o Game Pass Ultimate tá na beirinha do precipício – ou seja, tô aqui pensando se realmente preciso manter essa despesa. Tenho um tempo para refletir sobre isso. Mas o que eu vou defender é o quanto seria uma perda terrível para descobrir novos jogos se o Game Pass acabar de vez.

Bora lá, galera! Deixa eu contar uma história pra vocês. Vamos viajar juntos até a segunda metade dos anos 90 e falar sobre como era descobrir novos jogos naquela época. Era um tempo sem internet, cheio de mistério, com uma indústria de games em ascensão que parecia estar no ponto certo entre a cultura nerd e o mainstream descolado. Que época incrível para explorar o que o mundo dos jogos tinha a oferecer! Ah, se a gente soubesse dar mais

E aí, galera dos games! Quem aí lembra das revistas de videogame, hein? Eu sei que elas ainda existem, antes que alguém da Edge me mande um email dizendo que elas ainda são relevantes. Na real, eu tô mais pro lado da Retro Gamer hoje em dia, porque tô ficando velho, né? Eu comprava várias dessas revistas, gastava uma grana do meu bolso e do meu trabalho de entregador de jornais para comprar umas seis por mês. Cada uma delas conseguia me deixar por dentro de 90-100% dos jogos que iam ser lançados no mês seguinte. Sensacional, né?

As demos eram super comuns nos CDs das revistas de consoles, e nos PCs vinham junto com algumas revistas de games (PC Zone, a melhor, óbvio). E comprar ou alugar jogos era bem mais fácil antigamente, dava pra alugar jogos nas locadoras de vídeo de boa. Eu só conseguia comprar uns dois ou três jogos por ano, mas jogava muito mais do que isso e me sentia o mestre dos games – talvez toda criança se sentisse assim, mas era raro eu ver um jogo na loja sem já saber tudo sobre ele.

E aí, galera gamer! Imagine só, passaram-se 30 anos e o mundo dos jogos está completamente diferente. Nem mesmo uma revista conseguiria manter você devidamente informado sobre 90-100% de todos os jogos lançados, mesmo que se concentrasse apenas nos que parecem incríveis. Os discos de demonstração sumiram, demos são raras fora dos indies no Steam e testes beta de jogos de tiro, não dá mais para alugar jogos nas lojas (na verdade, mal dá para encontrar uma loja que venda jogos hoje em dia), e muitas das vozes mais influentes no mundo dos games falam apenas sobre os jogos mais conhecidos. Os sites, que eu tenho que dar aquele apoio porque estou ligado nessa área, fazem o seu melhor, mas a real é que todos os dias recebo indicações de uns cinco jogos que simplesmente não temos tempo de escrever a respeito. Loucura, né?

Então, galera, o lance é que a maioria das pessoas acaba conhecendo os mesmos jogos porque são sempre os mesmos que estão em alta, né? Mas olha, o Game Pass não resolve totalmente isso, mas ajuda bastante a trazer outros jogos para a cena. Pode ser que alguém fale que isso é papo furado (depois de ouvir a seguinte história), mas eu realmente acredito que o Game Pass oferece uma maneira super legal de explorar novos jogos sem muita complicação. Claro, você paga por isso, mas depois que está pagando, o catálogo é todo seu para curtir.

Então, galera, meu moleque (pra quem já tá ligado, eu sei que já falei dele antes, mas por que falar do filho dos outros, né? Seria estranho. Além disso, ele é meu termômetro pra saber o que as pessoas que não sou eu pensam sobre jogos.) é um garoto de 12 anos bem típico que curte jogar videogame. Ele é viciado em Fortnite, Rocket League, Minecraft, e tá louco pra jogar Roblox, mas eu proibi. Ele também tem um Switch 2 e joga quase todos os jogos famosos da Nintendo. O que o difere de alguns garotos de 12 anos é o amor dele pelo Xbox. Isso se deve em parte a razões meio chatas, tipo a forma como a interface e os serviços funcionam, mas também tem muito a ver com o Game Pass.

Claro que ele não está pagando pelo Game Pass, então não sabe das consequências financeiras do aumento de preço (mesmo já sabendo que o Fortnite Crew está chegando em breve, o que o deixa muito feliz), mas ele usa bastante o Game Pass – e de formas que me surpreendem. Recentemente, por conta própria, ele começou a jogar e gostou de Wildfrost (um jogo de construção de baralho roguelike da Chucklefish), Herdling (aventura da Panic Inc.), Donut County (quebra-cabeças casual da Annapurna Interactive), Deep Rock Galactic: Survivor (sobrevivência top-down da Ghost Ship), Brotato (outro jogo de sobrevivência top-down, este da Blobfish) e Tempopo (um curioso jogo de quebra-cabeças musical da Cult Games). Estes são apenas os jogos independentes dos quais ele me contou, jogos que eu nunca imaginei comprar para ele ou ele pedir. No entanto, graças ao Game Pass, ele os descobriu. Isso, não importa o que você pense sobre o preço do Game Pass, é incrível.

Galera, será que o Game Pass vai continuar firme e forte por mais alguns anos? E será que a opção mais em conta do plano "premium" (£10.99 por mês) oferece o que os jogadores querem sem frescuras? Bom, acho que vamos descobrir em breve. A galera da Xbox já disse que vai lançar novos consoles além dos Xbox Series, e sinceramente, eu acho difícil ver sentido em um console que não tenha o Game Pass como parte fundamental. Os dois parecem estar numa relação simbiótica nesse ponto – corta um e o outro vai definhar rapidinho, eu aposto.

Loga aí e libera um mundo de funcional

E aí, galera! Com esse acesso liberado, você pode comentar, receber recomendações

Ei galera gamer de plantão, respeitando os direitos autorais aqui, saca só: o conteúdo desse site da Eurogamer.net é protegido, então nada de sair copiando sem autorização, beleza? É isso aí, a Eurogamer é marca registrada da Gamer Network Limited. Vamos jogar limpo e respeitar os criadores, galera!